
Em 1848, o governo da província de Pernambuco resolveu construir uma nova cadeia no Recife. As obras foram iniciadas em 1850 e inauguradas em 1855, porém concluídas em 1867.
A nova Casa de Detenção do Recife, com 8400 m² de área construída e 6000 m² de pátio externo, sendo uma obra moderna para sua época a cadeia do Recife foi construída em formato de cruz e tinha capacidade de abrigar mais de mil presos.
Em 1963, o então Chefe da Casa Civil, Francisco Brennand imaginou que aquele local poderia ser transformado numa casa que abrigasse toda a produção cultural do estado, criando assim em Pernambuco uma instituição similar aos centros de educação nas áreas de literatura, teatro, música e artes plásticas que estavam sendo criados na França pelo escritor André Malraux. No entanto, a idéia só foi colocada em prática quando a Casa de Detenção chegou a uma superpopulação, Esse excesso de detentos mediante os perigos que poderiam decorrer da super lotação na casa, fizeram com que em 1973, o então governador Eraldo Gueiros Leite decidisse fechar a Casa de Detenção do Recife, transferindo os presos para outras penitenciárias do estado, encerando-se assim de forma definitiva a atividade da casa de detenção do Recife que funcionou durante 118 anos.
Foram necessários estudos para adaptar a antiga Casa de Detenção às suas novas funções, ficando o projeto para restauração do antigo complexo neoclássico sob a responsabilidade da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi e Jorge Martins Junior e a restauração e o aparelhamento a cargo da Fundarpe. Três anos após o fechamento da Casa de Detenção, em 14 de abril de 1976, a Casa da Cultura foi inaugurada.
Já em 1980 o prédio, foi tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE).

As suas antigas celas foram transformadas em lojas artesanatos e uma livraria especializada em livros de Pernambuco, Teatro, Concha Acústica e Anfiteatro externo, além do Museu do Frevo e ainda várias entidades culturais como o Balé Popular do Recife, a Associação dos Lojistas da Casa da Cultura, Federação de Teatro de Pernambuco.
A casa da cultura rapidamente passou a ser o grande difusor da diversidade cultura e artística de mais de 140 cidades do litoral ao sertão do estado de Pernambuco, em suas lojas é possível encontrar peças em barro ou cerâmica de diversos artistas do estado co mo mestre Mestre Vitalino e outros artista de renome.
Em um breve passeio as opções de compras nas lojas são bem variadas vão desde bonecas, jogos de xadrez, jogos de damas,bumba-meu-boi, maracatu, frevo, até anjos e presépios etc. imagens sacras em terracota e santos em madeira, peças exclusivas em couro: bolsas, sandálias,chapéus e bordados em geral para cama , mesa e banho, confecções finas em renda renascença, confecções em algodão natural,e redes, mantas, cortinas, almofadas, artigos em fuxico, e retalhos, rendas em filé, xilogravuras, camisetas bordadas, moda praia, em biquínis, cangas, sandálias, e galeias de artes plásticas, quadros naiff, imãs de geladeira, chaveiros, e muitas lembranças de Recife e de Pernambuco.
Fonte: Casa da Cultura de Pernambuco Adaptação: Nordeste na Midia
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